domingo, março 1

John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, foi oficialmente afastado da direção da Eagle Football Holdings (EFH). A decisão ocorreu no final de janeiro, quando a Ares Management acionou uma cláusula de proteção ao crédito durante um processo interno na justiça britânica, em resposta ao agravamento da situação financeira e societária da holding. Textor, em nota, caracterizou a situação como uma “guerra civil”.

Essa ação afasta John Textor da gestão operacional da Eagle e representa uma mudança no tumultuado processo financeiro que envolve a empresa. O documento que formalizou o afastamento de Textor endossou a data de final de janeiro.

De acordo com a investigação do GLOBO em fevereiro, a decisão foi desencadeada por uma reorganização interna promovida por John Textor, que removeu membros independentes da estrutura de governança da Eagle. Os credores interpretaram essa medida como um risco adicional, levando a Ares a acionar garantias contratuais já estabelecidas para casos de descumprimento ou deterioração da governança.

No entanto, há uma distinção importante do ponto de vista societário. A Eagle continua sendo a controladora do Botafogo, mas a mudança não implica automaticamente na troca de controle da SAF alvinegra. A gestão, atualmente sob comando de John Textor, só pode ser alterada por decisão do próprio Conselho da SAF ou com o fim da decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que protege a composição do Conselho e a estrutura de governança.

Portanto, mesmo com a Ares assumindo o controle da Eagle como credora, a administração do Botafogo permanece a mesma neste primeiro momento. No entanto, Textor pode ser removido posteriormente.

Após a decisão se tornar pública, Textor emitiu uma longa nota oficial esclarecendo as decisões tomadas recentemente, como as demissões de Hemen Tseayo e Stephen Welch, e lamentou que o Botafogo tenha sido “deixado à deriva”.

Na nota, Textor afirmou: “O resultado dessa decisão é uma lamentável guerra civil que transformou uma organização esportiva solidária, colaborativa e incrivelmente bem-sucedida (em busca de troféus em todos os mercados) em um atoleiro financeiro. O clube financeiramente mais forte do Brasil, que enviou dinheiro e jogadores para o então líder da Liga Europa, foi deixado à deriva, com grandes contas a receber intragrupo em aberto, sob a direção de um ‘conselho secreto’ na França, o que constitui uma clara violação da lei francesa”.

A nota completa de John Textor pode ser lida na íntegra no site do GLOBO.

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados