O Big Brother Brasil (BBB) e A Fazenda estão passando por mudanças em seus formatos para resolver um problema comum: ter participantes pouco carismáticos e sem vontade de se envolver no jogo. A Record lançou o Super Paiol e roças surpresa em A Fazenda 17 com o objetivo de reduzir a presença das chamadas “plantas”, que são os participantes que não se destacam. Por outro lado, a Globo anunciou que, em seu próximo BBB 26, os competidores que não interagirem com o jogo poderão ser substituídos pelo público durante a temporada.
No BBB, essa nova estratégia é uma novidade, surgindo após a edição de 2025, que foi considerada uma das menos debatidas da história. O que aconteceu? Faltou rivalidade, personagens marcantes e conflitos relevantes. O elenco daquela edição foi percebido como muito planejado e focado em sua imagem pós-reality, em vez de se comprometer com a dinâmica da casa. Ao fazer isso, a Globo tenta corrigir um erro na escolha de participantes, buscando aumentar a participação do público e permitindo a renovação do elenco ao longo do programa.
A Fazenda, por sua vez, mesmo com a implementação do Super Paiol não tendo dado os resultados esperados, conseguiu entregar uma edição cheia de acontecimentos graças ao perfil dos participantes. Conflitos, alianças rompidas e brigas mantiveram o reality em alta, provando que uma boa dinâmica é essencial e que um elenco forte faz toda a diferença. Mesmo que as “plantas” ainda estejam presentes, o desafio das emissoras é minimizar esse problema desde o momento da seleção, pois qualquer inovação não surte efeito quando a escolha dos participantes não é bem feita.
Os dois programas de reality show têm enfrentado dificuldades nos últimos anos e, por isso, buscam formas de se reinventar e garantir a emoção que o público espera. As mudanças, portanto, não são meramente estéticas, mas sim tentativas concretas de resgatar a essência da competição, o que faz os espectadores se envolverem.
Para o BBB, a interação do público será muito mais intensa. Essa maior participação promete formar um vínculo entre os telespectadores e os participantes. A ideia é que o público possa influenciar não só os rumos do jogo, mas também a permanência dos jogadores. Com isso, a expectativa é que haja um aumento na competitividade entre os participantes, já que todos estarão cientes de que suas atitudes estão sendo observadas. Consequentemente, isso pode gerar mais engajamento e, assim, mudar toda a dinâmica interna da casa.
Por outro lado, a Fazenda já tem uma longa trajetória e também percebeu que a solução está em ter boas histórias para contar. Os conflitos autênticos entre os participantes conseguem criar um clima de tensão, que muitos fãs ficam ansiosos para acompanhar. Com participantes decididos e que não têm medo de se expor, A Fazenda já conseguiu atrair a atenção do público, mesmo que algumas das novidades não tenham funcionado como esperado. O que importa é garantir que a maioria dos envolvidos esteja pronta para jogar de verdade, o que significa criar alianças e até mesmo destrui-las, gerando surpresas e emoções.
Essas mudanças refletem a busca das emissoras por renovação, algo que se tornou essencial diante da saturação de formatos similares e a necessidade de manter a audiência interessada. Além disso, o aumento do poder do público é uma estratégia inteligente, pois gera um senso de comunidade e pertencimento. O espectador não é mais apenas um observador passivo, mas sim um agente ativo dentro da história.
Com essas alterações, o objetivo é também estimular os participantes a se comportarem como jogadores, e não apenas como figuras de uma história. A pressão e a expectativa do público podem ser grandes motivadores para que os participantes se esforcem mais, criando um ciclo de entusiasmo que pode beneficiar tanto as emissoras quanto os espectadores.
Ambas as emissoras, Globo e Record, estão cientes de que a escolha do elenco é crucial. Quando os participantes não possuem o que o público deseja ver, o resultado geralmente é uma edição morna, sem emoções. Por isso, o foco na seleção dos participantes está mais forte do que nunca. Agora, a ênfase é colocar pessoas que realmente tenham um perfil compatível com o que se espera de um reality show de sucesso.
Essas estratégias são um passo importante para que ambos os programas não apenas sobrevivam, mas também prosperem em um mercado tão competitivo. O desafio é agora manter essa abordagem inovadora e garantir que o novo formato realmente funcione. O engajamento com o público e a formação de elencos carismáticos serão determinantes para o sucesso dessas mudanças.
As emissoras estão claramente empenhadas em reverter a “crise das plantas”, pois a interação é essencial para aumentar o apelo de ambos os reality shows. Ao promover um ambiente onde os participantes podem se destacar ou até mesmo serem eliminados em tempo real, o tempo de jogo e a dinâmica de interação podem ser radicalmente transformados.
Com essas novas dinâmicas e estratégias em jogo, o público pode esperar edições mais emocionantes, repletas de surpresas e reviravoltas que capturam a essência do que um reality show deve ser. O que vem pela frente pode ser um reencontro com a emoção que os fãs tanto desejam.