terça-feira, fevereiro 3

Praticar a corrida por uma hora é um objetivo comum para muitos corredores iniciantes. Ao completar esse tempo, o corpo começa a trabalhar de maneira diferente, com um aumento na demanda física e também nos riscos relacionados ao esforço. Entender essas mudanças é importante para manter a segurança durante os treinos e garantir uma evolução consistente e sustentável.

Até atingirmos esse marco de 60 minutos, o corpo consegue manter um bom equilíbrio entre energia, hidratação e coordenação muscular. Porém, conforme o tempo de exercício aumenta, os sinais de cansaço começam a se intensificar, especialmente para aqueles que ainda não estão totalmente adaptados a treinos mais longos.

O que acontece com o corpo após 1 hora de corrida?

Depois de cerca de 60 minutos de corrida, as reservas de glicogênio, que são a principal fonte de energia nos músculos, começam a se esgotar significativamente. Essa energia é crucial para manter tanto o ritmo quanto a coordenação durante a atividade. Com a diminuição do glicogênio, o corpo passa a utilizar mais gordura como fonte de energia. Esse processo, embora necessário, é mais lento e menos eficiente para manter a performance.

Com isso, a fadiga se torna mais evidente, o ritmo da corrida pode diminuir, e a sensação de esforço aumenta. Além disso, o sistema nervoso é mais exigido, o que pode comprometer a técnica da corrida e, consequente, elevar o risco de problemas na mecânica do movimento.

Consequências musculares, cardiovasculares e térmicas

À medida que o exercício se prolonga, os músculos começam a sofrer microlesões, algo normal em treinos longos. No entanto, se o corredor não estiver bem preparado, esse desgaste pode ser maior, resultando em dores ou desconfortos que podem aparecer horas ou até dias depois da atividade.

Além disso, o sistema cardiovascular precisa trabalhar mais para garantir que os músculos recebam oxigênio suficiente. Em dias quentes, esse esforço é ainda maior, pois o corpo redireciona parte do sangue para a pele para ajudar a regular a temperatura. Esse mecanismo pode levar à perda de líquidos e eletrólitos, aumentando o risco de desidratação.

Quando a fadiga deve ser um sinal de alerta

Ignorar os sinais que o corpo dá após 60 minutos de corrida pode trazer riscos. Sintomas como tontura, queda brusca de desempenho, calafrios, confusão mental e câimbras indicam que o corpo passou de um limite seguro.

Nessa fase, tentar continuar no mesmo ritmo sem um plano adequado pode resultar em lesões musculares, mal-estar e, em casos extremos, até perda de consciência, especialmente durante provas longas em condições de alta temperatura.

Dicas para correr por mais tempo de forma segura

Para realizar treinos que durem mais de uma hora, o planejamento é essencial. É importante estar preparado para a distância, controlar o ritmo desde o início e fazer hidratação ao longo do percurso. Esses cuidados ajudam a reduzir o desgaste.

A partir desse tempo de esforço contínuo, a reposição de carboidratos se torna essencial para manter o desempenho. Isso pode ser feito com gel energético, barras ou frutas, conforme a preferência de cada um. Essa reposição ajuda a aumentar a energia disponível no corpo, proporcionando mais resistência.

Respeitar os limites do corpo é fundamental. Corredores que compreendem as respostas do organismo após 60 minutos de atividade tendem a evoluir de maneira mais consistente, com menos interrupções em seus treinos.

Fazer alongamentos antes e depois das corridas também ajuda a prevenir lesões. Além disso, é bom variar os tipos de treino, incluindo exercícios de força e recuperação, para melhorar a resistência geral.

Para quem está começando ou ainda não tem experiência em corridas longas, o ideal é aumentar a duração dos treinos gradualmente, permitindo que o corpo se adapte a novos desafios. Essa abordagem progressiva evita overtraining e lesões, garantindo que a corrida se torne uma prática prazerosa e saudável.

Por fim, escutar o corpo é essencial. Aprender a identificar seus limites e respeitá-los ajuda a manter o prazer na atividade. O objetivo é melhorar aos poucos e, assim, tornar a corrida uma parte saudável e duradoura da sua vida.

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