terça-feira, fevereiro 3

A prateleira de óleos vegetais revela uma diversidade impressionante de cores, cheiros e usos na cozinha. Entre os diferentes tipos, o azeite de oliva é um dos mais conhecidos, enquanto o óleo de coco gera debates. Outras opções populares incluem os óleos de soja, canola e girassol. Cada um desses óleos tem suas vantagens e desvantagens.

Recentemente, um estudo liderado por cientistas da Itália trouxe novas informações sobre o azeite extra virgem. De acordo com a pesquisa, consumir esse tipo de azeite pode ajudar a reduzir a gordura abdominal. Os pesquisadores analisaram dados de 16.278 adultos que responderam a um questionário online sobre sua idade, peso, circunferência da cintura, índice de massa corporal (IMC), dieta e estilo de vida. Os achados sugerem que quem usa azeite de oliva extravirgem tende a ter uma cintura mais fina, indicando menos gordura na região abdominal.

É importante entender que ter um excesso de células de gordura no corpo pode liberar substâncias que causam inflamação. Esse processo está ligado a problemas de saúde sérios, como a síndrome metabólica, que envolve glicose alta no sangue, alterações em colesterol e triglicerídeos e pressão arterial elevada.

A nutricionista Emanoelle de Lima Araujo, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que os dados do estudo vêm de relatos dos próprios participantes. Isso significa que os resultados podem não ser totalmente precisos, pois não houve medições técnicas. Por isso, é possível que haja algumas distorções nas informações coletadas.

Outro ponto importante é que o estudo é observacional. Esse tipo de pesquisa não consegue provar uma relação direta de causa e efeito. Renata Juliana da Silva, nutricionista e professora da Etec Uirapuru, ressalta que, embora esses estudos sejam úteis para levantar hipóteses, precisam ser confirmados por pesquisas mais rigorosas, como ensaios clínicos.

Os resultados estão alinhados com o que já se sabe sobre o azeite de oliva, que é um pilar da dieta mediterrânea. No entanto, especialistas reforçam que os benefícios à saúde não vêm apenas de um único alimento. É necessária uma combinação de diversos fatores, como ter uma alimentação balanceada, praticar atividade física regularmente e garantir boa qualidade de sono, além de gerenciar o estresse. Nessas circunstâncias, o azeite de oliva se destaca por conter compostos benéficos para a saúde.

Os óleos vegetais, em geral, têm valor nutricional principalmente pelas suas gorduras. A maior parte do azeite de oliva é composta por gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico. O azeite extravirgem é o que mantém mais substâncias antioxidantes, como os compostos fenólicos, pois não passa por refinamentos que eliminam essas propriedades.

Esses compostos são bons para a saúde do coração. Para conservar as propriedades do azeite, o ideal é adicioná-lo ao final do cozimento dos alimentos. Isso ocorre porque altas temperaturas podem diminuir o nível de antioxidantes. Caso opte por cozinhar com azeite, use fogo baixo e por pouco tempo para preservar seus nutrientes.

Benefícios dos óleos na cozinha

Os óleos vegetais são essenciais para o preparo de alimentos, pois ajudam a garantir sabor e textura, proporcionando crocância. Além disso, facilitam a liberação e distribuição dos aromas de ervas e especiarias. No Brasil, os óleos mais consumidos normalmente possuem um equilíbrio entre diferentes tipos de ácidos graxos. Enquanto alguns são ricos em gorduras monoinsaturadas, como o azeite, outros têm mais poli-insaturadas, que em excesso podem gerar inflamações.

É importante lembrar que os óleos vegetais não contêm colesterol, pois esse tipo de gordura está presente apenas em alimentos de origem animal. Esses óleos são versáteis, mas devem ser usados com cautela ao serem aquecidos. Temperaturas altas podem causar a formação de substâncias prejudiciais, e o ideal é não deixar o óleo atingir o ponto de fumaça, onde ocorre a oxidação e a perda de qualidade.

Essa preocupação precisa ser mantida até o descarte do óleo. Um pequeno litro de óleo jogado no esgoto pode contaminar milhares de litros de água. A melhor prática é reciclar o óleo, levando-o a pontos de coleta. A seguir, vamos explorar as características dos óleos mais utilizados no Brasil.

Óleo de Algodão

Este óleo é extraído da semente do algodão. Ele contém uma boa combinação de gorduras mono e poli-insaturadas, mas apresenta um nível maior de gorduras saturadas do que outras opções. É indicado para refogados e molhos, mas seu custo pode ser mais elevado comparado a outros óleos.

Óleo de Canola

O óleo de canola vem de uma planta ancestral chamada colza, que antes tinha compostos tóxicos. A canola atual é resultado de melhoramento genético e é segura para consumo. Seu perfil nutricional é favorável, com predominância de gorduras monoinsaturadas. Pode ser utilizado para refogar, assar e preparar molhos.

Óleo de Coco

O óleo de coco ficou famoso por estar associado à perda de peso. No entanto, especialistas afirmam que não há evidências claras de que ele ajude a emagrecer. Ele contém muitas gorduras saturadas, portanto, seu consumo deve ser moderado, especialmente para pessoas com colesterol alto. Aconselha-se usar em pequenas quantidades e esporadicamente.

Óleo de Girassol

Este óleo apresenta variações dependendo do tipo de semente utilizada. Algumas versões são mais delicadas e recomendadas para uso frio, enquanto outras suportam aquecimento, sendo uma alternativa econômica ao azeite de oliva. Por isso, ler o rótulo é essencial para escolher o correto para cada tipo de prato.

Óleo de Milho

O óleo de milho é derivado do gérmen do grão, que fornece energia para a planta. Tem um sabor suave e uma mistura equilibrada de ácidos graxos. É versátil e pode ser usado em pratos quentes e frios, sendo comum em receitas de bolos.

Óleo de Palma

Azeite de dendê, como é conhecido em algumas regiões do Brasil, é obtido do fruto de uma palmeira de cor avermelhada. Ele tem um sabor e aroma marcantes, sendo essencial em pratos como acarajé e vatapá. Apesar de conter antioxidantes, tem uma alta quantidade de gorduras saturadas, o que pode elevar o colesterol se consumido em excesso. É importante também considerar o impacto ambiental de sua produção e optar por produtos sustentáveis.

Óleo de Soja

O óleo de soja é muito consumido no Brasil e é rico em gorduras poli-insaturadas, especialmente o ômega-6. Ele é econômico e versátil, mas o consumo deve ser moderado para evitar que o excesso de gordura promova inflamações no corpo.

Com essas informações, você pode tomar decisões mais conscientes sobre o uso de óleos na sua alimentação, visando não apenas o sabor, mas também a saúde e o bem-estar.

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