quarta-feira, fevereiro 4

Marcela Tomaszewski Compartilha Experiências de Violência Emocional e Física

Marcela Tomaszewski, uma mulher de 28 anos, decidiu expor suas vivências em um relacionamento abusivo. Em suas redes sociais, ela publicou prints de conversas com amigas e diálogos com Dado Dolabella, seu ex-namorado de 45 anos. Além disso, Marcela compartilhou fotos que mostram hematomas e lesões pelo corpo. Em sua mensagem, ela explicou: “Hoje decidi reunir algumas imagens e conversas que mostram o que eu vivi, não só as agressões físicas, mas também as emocionais e psicológicas que começaram muito antes”.

Quando a primeira denúncia surgiu, Marcela revelou que a briga começou por um pedido simples: mais sal na comida. Uma amiga compartilhou um vídeo dessa discussão nas redes. Posteriormente, Marcela fez novos posts para mostrar que as agressões não foram ocasionais, mas parte de um padrão de comportamento.

A modelo falou sobre o medo que sentiu ao longo do relacionamento. Ela mencionou que decidiu se manifestar após perceber o aumento das notícias sobre a violência enfrentada por muitas mulheres. “Fiquei em silêncio por medo do julgamento e dessa visão pública de que eu era uma ‘princesa’ em seu mundo. Mas, na realidade, sou uma mulher forte que sofreu muita pressão para se comportar de maneira diferente”, disse.

Marcela expressou que hesitou em denunciar as agressões. “Eu tinha medo de não acreditarem em mim e do que poderia acontecer depois. Agora, quem está sendo julgada sou eu. A justiça está sendo feita de uma forma que não esperava”, ressaltou. Ela também negou que suas postagens fossem uma estratégia de promoção. “Eu jamais lançaria algo que construí com tanto cuidado em meio a toda essa dor”.

A modelo se disse triste ao ver seu nome associado a uma situação tão grave. “Sair de um relacionamento assim significa ver meu nome ser arrastado por algo horrível, mas sair viva é uma vitória”, afirmou. Para evitar julgamentos, ela decidiu deixar o Brasil temporariamente. “Fiz a minha parte, que foi sobreviver. Que a justiça venha e que outras mulheres encontrem força, assim como eu consegui”, afirmou.

Entre as conversas compartilhadas, é possível perceber a angústia de Marcela. Em 1º de outubro, ela escreveu para as amigas: “Estou chorando. Ele gritou comigo real”. No dia 24, mandou uma mensagem dizendo que estava assustada e que planejava se afastar do ator. Em outra parte da conversa, ela mencionou: “Nunca imaginei que seria manipulada”.

Marcela também apresentou prints de conversas nas quais enviou fotos de hematomas para uma amiga. Conversas datadas de 25 de outubro mostram Dado tentando sugerir uma forma de “amenizar” a situação com uma postagem nas redes sociais. Marcela respondeu que não havia como acalmar as coisas, destacando a gravidade da situação. “Isso não é uma farsa, é a minha vida”, escreveu.

Ela pediu ao ator que deixasse claro que estavam separados, pois não se sentia em condições de criar qualquer conteúdo para as redes. Em outros trechos, Marcela relatou ter sido chamada de “vagabunda”, enquanto sua mãe foi ofendida por Dado. Marcela se defendeu afirmando: “Não preciso de mídia em cima de alguém destruído”.

Em uma conversa de 27 de outubro, ela mencionou que estava com medo e que a situação estava piorando. A resposta de Dado, aparentemente, minimizou a preocupação dela: ele apenas perguntou se estava usando Arnica, um medicamento para melhorar hematomas.

No mês passado, após as denúncias, Marcela obteve uma medida protetiva contra Dado. A defesa do ator se manifestou, informando que já esperava por isso e que Dado também havia solicitado medidas para se proteger de contatos indesejados.

Marcela citou que está se recuperando dessa fase difícil e que a exposição é um passo importante para sua cura. O ato de compartilhar sua história serve como um alerta para outras mulheres que enfrentam situações semelhantes. “É hora de me afastar e recomeçar”, finalizou.

Com essas publicações, Marcela não só expôs o que viveu, mas convidou outras mulheres a se reconhecerem em suas próprias histórias, buscando apoio e denunciando qualquer tipo de abuso. O tema importante da violência contra a mulher ganha cada vez mais espaço, e histórias como a dela ajudam a atravessar barreiras de silêncio e medo.

Marcela tem mostrado coragem ao revelar essas informações. Muitas vezes, a falta de apoio ou o medo de represálias podem impedir que mulheres falem sobre suas experiências. Ao contar sua história, Marcela se junta a outras vozes que lutam contra a violência e incentivam a mudança. Ela reafirma que, juntos, podemos trabalhar para que sociedades mais justas e seguras sejam construídas.

Que a história de Marcela inspire outras mulheres a buscarem ajuda e não terem medo de falar. Afinal, a voz da vítima é fundamental na luta contra qualquer tipo de agressão. Que cada uma delas encontre a força necessária para recomeçar, enfrentando os desafios e superando as dores. A vida, mesmo após essa adversidade, pode oferecer novos começos e oportunidades de felicidade.

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